Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
3 de jul. de 2011

Mais que Amigos - cap XV


No outro dia, como prometido, o Matheus estava lá no portão do colégio me esperando. Eu sorri meio sem graça e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Ei, e ai? Melhorou o humor? – ele me perguntou.
- Claro – respondi rindo.
Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou – também depois do amasso de ontem, claro que você ia ficar calminha.
Eu corei na hora – acho que já está na hora de entrarmos, né? – eu sugeri.
- É, está. Mas com uma condição.
- Condição? Qual? – eu estava intrigada.
- Se você me der um beijo – então sorriu e aproximou o rosto do meu.
Eu me afastei, e coloquei a mão na boca dele para afastá-lo – não acho uma boa idéia...
Ele me atropelou com um beijo, de um modo que nem pude terminar a frase. Na verdade, nem consegui terminar aquele pensamento. O Matheus beijava tão bem, era tão carinhoso comigo. Impossível resistir ao charme dele.
O sinal tocou e eu cai na real de que tinha que voltar pra realidade. Quando olhei na direção do portão do colégio o Davi estava lá parado, branco feito cera, nos olhando. Abaixei o rosto com um pouco de vergonha, e por um segundo eu me arrependi de beijar o Matheus, mas foi só por um segundo.
- Você é linda Marina – ele disse puxando meu rosto da direção do olhar dele e me fazendo esquecer de tudo – vamos lá? Estou doido pra apresentar você pros meus amigos.
- Quer tirar onda com a cara deles ou é impressão minha? – eu disse rindo.
- Claro! E você acha que eu ia perder a oportunidade de ficar com a garota mais gata do colégio e não tirar onda com a cara dos meus amigos?
- Quer dizer que eu sou um troféu pra você? – eu disse com um certo tom de indignação na voz.
Ele riu – não, não! Mas se você fosse um troféu seria tipo aquele que a gente ganha na Copa do Mundo – e piscou daquele jeito sedutor dele. Não pude resistir, só dei um soco de leve o braço dele, que aproveitou pra me puxar pela mão em direção ao colégio.

Anfíbios, equações de 1º grau, produção de texto. E minha cabeça estava nas nuvens. Até o sinal tocar. Oba!
- Então, vai me contar esse babado, ou sua amiga aqui vai ser a última a saber? – a Pillar perguntou.
- É isso ai, pensei que nós fossemos amigos – era o Davi que veio não sei de onde se meter na conversa.
- Bom, eu também pensei que fossemos, até você surtar e não querer me receber, nem falar no telefone – eu respondi ironicamente.
- Não vem distorcendo as coisas. Quando eu resolvi namorar com a Camila eu te contei. Não fiquei por ai dando beijos nela pelo colégio – ele disse bravo.
Eu interrompi – NÃO! ESPERA AI! Você ficava de amasso com ela por ai escondido da gente, você só me contou tempos depois. VOCÊ ME ENGANOU!...
- EU TE ENGANEI?! VOCÊ TÁ MALUCA!
- MALUCO ESTÁ VOCÊ, SEU IDIOTA...
- PAROU GALERA! – foi a vez da Pillar interromper – Chega! Dá um tempo Davi – e ela saiu me puxando pelo braço.

- O que foi isso Marina? – a Pillar estava com os olhos arregalados.
- ELE É UM IDIOTA! EU ODEIO ELE!
- Shiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Fala baixo, está todo mundo olhando – ela estava vermelha de vergonha.
- Tá. Tá. É que ele me irrita profundamente. Você viu como ele falou comigo? – eu estava revoltada.
- Calma Marina, e disfarça que o Matheus está vindo ai.
- E ai linda, como foram as aulas? – ele perguntou e me abraçou.
- Um porre. Fiquei o tempo todo pensando em você – então beijei ele. Sabia que o Davi estava olhando de longe.
- Ei! Ei! Ei! Sem beijos e agarramentos no pátio – era o inspetor – você sabem que isso é proibido aqui.
- Ok! Já larguei a moça. Não se preocupe, eu sou um cavalheiro – todos nós caímos na gargalhada.
- Ai, o sinal! Todos pra sala! – disse o inspetor.
- Que droga hein. Eles precisam aumentar o tempo do intervalo, nem deu tempo de eu comprar empadinhas hoje – a Pillar reclamou enquanto ia em direção a sala.
Eu também estava indo, quando o Matheus me segurou pela mão. Olhei na direção dele. Senti que ele queria me beijar, e eu também queria ficar ali com ele.
- Estava pensando se podíamos fazer um programa especial na quinta, o que você acha?
- Hum, que tipo de programa? – eu quis saber.
- Lá em casa. Aniversário do meu pai, ele vai dar um jantar, e disse que eu posso convidar quem eu quiser. E eu quero que você vá.
Era impossível negar um pedido dele com aquele sorriso lindo – ok, estarei lá na quinta – sorri e fui pro teorema de Pitágoras que me esperava. Mas quem se importava com Geometria depois de ganhar um convite do gatinho do colégio?

(continua)
30 de mai. de 2011

Mais que Amigos - cap XIV


Desci as escadas e resolvi não tomar café, estava muito enjoada com tantos problemas. Fui direto para fora procurar um lugar onde o Matheus pudesse não me achar. Carreguei comigo um livro, “Querido John” e fui ler no alto da cachoeira. O som da água parecia me acalmar, e quanto mais eu lia, mais eu sentia a necessidade de que alguém me amasse como o John amava a Savannah. Eu só queria viver um grande amor. Resolvi que era hora de parar de ler aquele livro de romance e ir para a prática, só tinha um jeito de saber quais eram os meus reais sentimentos pelo Matheus.

- Onde você estava querida? – perguntou a minha mãe – nós já estamos indo embora, arrume sua mala.
Subi para o quarto e juntei as minhas coisas, o celular estava apitando e mostrava 3 ligações perdidas do Davi, resolvi retornar a ligação pra saber o que ele queria.

- Então quer dizer que vocês já estão indo embora – era o Matheus interrompendo a minha ligação e entrando no quarto.
- Sim, minha mãe quer ir de uma vez – e desliguei o telefone.
- Que pena, achei que eu ia passar mais um dia com a minha Azedinha – ele disse enquanto me abraçava e me dava um beijinho na ponta do nariz – onde você estava de manhã? Te procurei, estava se escondendo de mim?
- Não, não – eu ri – estava só lendo um livro, dando um tempo pra relaxar e colocar a minha cabeça no lugar.
- Lembra que eu te pedi uma oportunidade pra você ver que eu na era aquele idiota que você pensava – ele disse.
- Sim, lembro e você provou – eu respondi, com um pouco de vergonha por ter que dar o braço a torcer.
- Ótimo! Isso quer dizer que a gente vai se ver amanhã no colégio? – ele disse e sorriu.
- Sim, bem provável. Vamos nos ver assim como nos vemos todos os dias desde a 5ªsérie – e ri.
- Não, não – ele balançou a cabeça – quero dizer como um casal.
- Não sei Matheus, melhor não – e me soltei dos braços dele e indo em direção ao outro lado do quarto.
- Por que não? – ele me segurou pela ponta dos dedos.
-Porque eu não quero que as pessoas fiquem comentando, vai que não dá certo.
- Vai que dá certo – ele me interrompeu.
- Nunca se sabe, vamos esperar e ver o que vai acontecer, ok? – eu propus e ele concordou. Me deu um pequeno selinho e saiu do quarto.

Passei a viagem inteira pensando, quando cheguei em casa estava tão cansada que tudo o que eu fiz foi tomar banho e dormir a tarde inteira. Mais a noite eu acordei com a minha mãe me chamando como sempre, mas dessa vez ela já estava dentro do quarto.
- Queria, acorda! Você tem visita – ela disse.
- Hã?! Quem? – parecia que eu ainda estava dormindo.
- O Matheus, pelo visto esse garoto gostou mesmo de você hein? – e saiu do quarto.
Ah não! Foi tudo o que eu pensei, queria continuar deitada, o que ele estava fazendo na minha casa? Melhor ir resolver logo isso.

Quando eu desci, me deparei com balões de ar cobrindo o rosto de uma pessoa e só conseguia ver as pernas, eu já sabia que era o Matheus, mas o que aqueles balões estavam fazendo ali?
- Advinha quem é? – ele brincou.
- Oi, você não cansa de me ver não? – eu perguntei.
- Pelo jeito você acordou azeda mesmo hoje, o que aconteceu com a garota legal que passou o dia de ontem comigo deitada na grama, rindo e se divertindo? – ele me questionou.
Percebi que eu estava sendo uma chata com ele, e o pobre do garoto fazendo de tudo para me agradar.
- Me desculpa Matheus. Acho que não acordei muito bem – eu disse olhando pra baixo e envergonhada pela minha atitude.
- Marina – ele puxou delicadamente meu rosto de uma forma em que ele pudesse olhar diretamente para os meus olhos, tive a impressão de que ele fosse dizer algo romântico – você está de TPM? – foi tudo o que ele perguntou quebrando o clima.
- O quê?! – eu me afastei.
- Brincadeira! – ele me puxou de volta – já notei que você não está num dia muito bom, mas isso não é motivo pra me fazer desistir de você.
- Você diz isso porque ainda não me viu na TPM – e ambos rimos.
- Você é especial pra mim – ele sussurrou no meu ouvido.
Ele dizer que sou especial pra ele, era tudo o que eu precisava ouvir pra. Era tudo o que eu queria ouvir. Então eu beijei ele, ele soltou os balões e me agarrou. O beijo estava ficando quente quando a minha mãe apareceu.
- Já está tarde não é? – e ficou encarando o Matheus.
- Desculpa, já estou indo – ele disse sem graça e eu vermelha como um pimentão pelo mico que minha mãe estava me fazendo pagar.
- A gente se vê amanhã? – eu perguntei sorrindo.
- Claro! Te espero no portão do colégio, ok?
- Ok – eu respondi, e então ele me deu um ultimo beijo de me fazer suspirar quando fechei a porta.
- Então? É namoro sério vocês dois? – minha mãe quis saber.
- Calma mãe, a gente tá se conhecendo – eu respondi com um riso bobo no canto da boca e subi correndo.
Deitei e fiquei um tempo pensando em como o Matheus era perfeito, e eu devia aproveitar essa chance. A Pillar ia surtar amanhã quando me visse com ele no colégio. E o Davi? Ah! Que Davi que nada! Eu tinha era que concentrar os meus pensamentos no Matheus e tudo daria certo.

(continua)
23 de mai. de 2011

Mais que Amigos - cap. XIII


O Matheus estava sendo um fofo comigo, passamos o resto da tarde juntos perto do balanço. Só conversando e dando pequenos beijinhos. Ele não parecia mais aquele babaca que eu sempre pensei que ele fosse. O sábado estava chegando ao fim, e eu estava me sentindo cansada, afinal o dia foi de grandes emoções.
- Matheus, eu preciso ir dormir – eu disse.
- Mais 5 minutos aqui olhando as estrelas? – ele perguntou.
- Não! – e saí correndo em direção a casa, ele veio correndo atrás até me alcançar na porta do meu quarto.
- Ei, vem cá, você não vai me escapar – ele disse me agarrando pela cintura e com o rosto bem perto do meu.

- Ah vou sim, pelo menos por essa noite – dei um selinho e empurrei ele pra longe. Entrei rápido no quarto e tranquei a porta. Fiquei ali encostada na porta sentindo meu coração bater acelerado, eu só não sabia se ele estava assim por causa do Matheus ou porque eu tinha corrido.
O celular ainda estava em cima da cama com a luz acesa e apitando que tinha ligações perdidas, peguei pra olhar, eram 3 ligações da Pillar, resolvi retornar a ligação pra contar a ela sobre o Matheus.

-Marina! – ela atendeu logo no primeiro toque.
-Pillar! Tenho novidades pra te contar... – eu disse mas logo fui interrompida por um som de choro – o que foi Pillar, você está chorando? – perguntei.

Quando a Pillar me contou o que o Carlinhos tinha feito com ela, eu tive vontade de bater nele até ele quebrar as pernas. Quem aquele ruivo sardento pensava que era pra tratar a minha amiga daquele jeito, eu ía dar o troco nele, custe o que custar. A minha lista de inimigos só estava aumentando, primeiro a Camilla, o Davi e agora o Carlinhos. Fui dormir pensando em um plano maléfico pra fazer ele passar a maior vergonha da vida dele.

Eu estava na praia, quando senti braços me envolveram contra seu corpo. Apenas me ajeitei no colo dele, e continuei olhando o mar, aquela era sem dúvida o melhor abraço do mundo, era o lugar onde eu queria estar, onde eu me sentia segura. Ele me soltou, se levantou e me puxou pela mão em direção ao mar.
- Não Davi – eu ri e disse que não, ele se aproximou e me beijou suavemente. Olhou direto e profundamente em meus olhos como se enxergasse minha alma e continuou a me puxar em direção ao mar, não pude mais negar o pedido. A água quente de final do dia bateu em meus pés e a areia ficou mais fofa, o sol já estava se misturando com o mar na linha do horizonte. Ele me pegou no colo e me beijou intensamente.

Acordei com batidas na porta, logo na melhor parte do sonho. Levantei quase me arrastando da cama e fui abrir a porta pra ver quem era.
- Bom dia minha Azedinha mais linda do mundo – disse o Matheus me agarrando pela cintura e me beijando logo em seguida. Tentei me soltar na hora, mas os braços dele eram mais fortes do que eu.
- Não Matheus! Pára! – eu disse e ele se afastou.
- O que foi? Já acordou azeda? – ele falou brincando.
- Hahahaha! Babaca! Dá o fora daqui – empurrei ele pra fora do quarto – eu vou me arrumar, te encontro lá embaixo – e bati a porta. Eu ainda estava um pouco confusa com o sonho, com o Matheus logo de manhã me agarrando, acho que eu precisava de uma água no rosto e um bom café pra ver se eu conseguia raciocinar melhor.

(continua)