28 de dez de 2011

O Namorado da Minha Melhor Amiga - capítulo um


Eu estava há muito tempo longe de casa, sem me comunicar com ninguém, mas acho que foi preciso. Talvez até fundamental pra minha recuperação. Perder os meus pais daquela forma, quem poderia suportar? Só mesmo uma temporada na casa da minha avó na luminosa Paris seria capaz de me fazer suportar a dor que estava sentindo. Cortei contato com todos os que eu conhecia aqui. Tudo nesse lugar me fazia lembrar os meus amados pais e a última coisa de que queria me lembrar era de como eles me faziam falta. Agora eu estava voltando pro lugar onde eu morei por anos. Estava na hora de superar a dor. Eu tinha que ser forte o bastante pra encarar isso.
Quando o avião sobrevoava a região, imediatamente reconheci o lugar onde eu fui tão feliz. Aquele sol só poderia existir aqui. E não havia nada que eu gostasse mais do que o calor do sol, nem os charmosos caras franceses me fariam mudar de ideia. Senti algo no estômago, será que comi algo estragado? Não, devia ser apenas a ansiedade de encontrar os meus amigos e a família que me restou. Certamente tia Adele e Brigitte estariam no aeroporto me aguardando. Embora eu fosse maior de idade e fosse ficar no apartamento que eram dos meus pais sozinha. Ops! Sozinha não, tinha o chato do Pierre, o meu irmão mais velho. Duvido que ele fosse me buscar. Nós sempre brigamos muito, mas acho que no fundo nós nos amávamos.
- Melanie querida! – gritou tia Adele lá do outro lado do vidro, eu apenas acenei.
- Mel! – foi só o que minha prima Brigitte disse e logo me abraçou.
- Como é pirralha? A vovó está bem? – sim, Pierre tinha ido me buscar. Imagina se ele ia perder a oportunidade de me perturbar – essas malas são todas suas? Pelo visto você trouxe a Torre Eiffel na bagagem – ele disse.
- Fez boa viagem querida? – tia Adele tinha a mania insuportável de me chamar de querida.
- Fiz sim tia – respondi – vamos nos divertir muito juntas não é Brigitte? – disse isso e pisquei pra ela. Minha prima era minha companheira de balada, ela me entendia muito bem. Sair com ela era sempre bom, ela nunca me julgava quando eu saía com 3 caras ao mesmo tempo. Costumava dizer que estava com ela, enquanto na verdade eu estava por ai. E ela a mesma coisa. Brigitte não ficava atrás, a beleza era algo herdado de família. Embora eu me achasse muito mais bonita que ela, afinal eu era mais alta, mais magra, e mais rica, é claro!
- Tenho uma festa pra gente ir essa noite – Brigitte disse piscando pra mim.
- Opa! Festa? Mal cheguei, tem que ser Top, ou nem saio de casa.
- Claro que é top! Não se preocupe, você sabe como eu sou bem relacionada não é honey –disse sorrindo – Vai ser na casa do Henrique, você lembra dele? Aquele cara com óculos...
- Ecá! Na casa do Henrique? Você só pode estar de sacanagem com a minha cara – disse eu fazendo cara de quem ia vomitar.
- Calma, é que o Henrique está com um primo novo ai. E ele vai na festa, dizem que o cara é um gato! Um deus grego! Eu preciso conferir isso – disse ela toda animada.
- Se é primo do Henrique eu duvido muito que seja gato – eu disse descrente de que o tal cara fosse mesmo bonito do jeito que ela falava.
- Pelo menos é o que falam, todas as meninas morrem de amores por ele, inclusive a Carina.
- A Carina? Tadinha, ela sempre se apaixona pelos caras errados, se não fosse eu pra ficar do lado dela, não sei o que seria – e ri.
- Ela é uma tonta – e gargalhou.
- Não fale assim da minha amiga, só eu tenho o direito de zoar ela – e gargalhei também.
- Ela sentiu sua falta Melanie, sempre me perguntava por você. Te mandou cartas e você nunca as respondeu – disse o intrometido do Pierre, só pra estragar o clima.
- Eu não estava pronta pra falar com ninguém Pierre, tenho certeza que ela vai entender e me perdoar. Depois eu passo na casa dela pra conversarmos melhor – eu disse.
- Ah não! Amanhã você passa lá, hoje você tem que me ajudar a comprar um vestido incrível pra festa. E você já pensou como vai vestida? – Brigitte dizia isso como se no armário dele não houvesse um mísero vestido pra ir.
- Isso não é problema pra mim, honey, esqueceu que eu vim de Paris? – era óbvio que minha mala estava cheia das últimas tendências da Europa e que nem haviam chegado aqui ainda.
- Você não trouxe nada de especial pra sua querida e amada prima? – disse isso com olhos radiantes. Ela sabia que eu traria muitos presentes pra ela.
- É claro que trouxe, não se preocupe. Mas eu não me importo de dar uma volta no shopping pra comprarmos mais – eu disse rindo e já pegando o cartão de crédito.

Tia Adele nos deixou no shopping e segui com as malas, inclusive Pierre, pra casa. Assim que pisei no shopping a primeira coisa que avistei foi uma livraria. Carina adorava aquela livraria, ela passava horas lá escolhendo e devorando os livros, nunca vi ninguém gostar tanto de ler. Eu a acompanhava apenas pra olhar as revistas de moda e o gatinho que ficava tirando poeira dos livros.
- Adam! – eu disse suspirando.
- Quem? – minha prima perguntou.
- Não, ninguém, estava só pensando alto – Adam era lindo, viril, e incrivelmente bom de cama mas era pobre, e eu jamais poderia ser vista com um pobre. A Carina sempre nos encobria, ela era uma boa amiga, nunca revelou esse meu segredinho pra ninguém. Ri mentalmente. Carina era muito diferente de Brigitte, era bom estar com ela, eu não precisava ficar competindo o tempo todo. Com Brigitte sempre tinha aquela disputa velada entre qual prima se daria melhor.
- Você vai no segundo andar, certo? – perguntei à Brigitte.
- Sim – ela respondeu.
- Eu encontro você lá, vou só passar ali e comprar o jornal do dia, ok?
- Ok – ela respondeu com cara de assustada, como se eu nunca lesse jornal na vida. De fato, não lia, mas eu precisava de uma desculpa para ver o Adam.

Ele estava lá longe, no fundo da loja, de costas, espanando a poeira de uns livros. Senti meu coração disparar. Parei, respirei fundo e me aproximei, na esperança de que ele se lembrasse de mim. Lógico que ele se lembraria, ele não poderia ter esquecido dos nossos encontros.
- Adam – eu disse ao mesmo tempo que encostava minha mão no seu ombro largo. Ele se virou – ah! Me desculpa, acho que te confundi com um rapaz que trabalha nessa loja, deve ser o uniforme – e ri sem graça.
- ADAM! Você ainda tem essa pilha pra limpar! – gritou uma velhinha lá do outro lado.
- Não tem problema, como pode ver, você não é a única a me confundir com esse tal de Adam – disse sorrindo.
Senti minhas pernas bambas ao ver aquele sorriso, era do tipo de sorriso que ilumina o mundo. E aquele perfume? Uau! Aquele perfume me fez perder os poucos sentidos que me restaram.
- Bom, pelo o que eu sei, o Adam não trabalha mais aqui, e eu estou no lugar dele – ele disse lançando um sorriso de lado ao mesmo tempo que me dava a notícia meio sem jeito. Eu estava completamente dominada pelo jeito encantador dele. E os olhos? Que olhos! Grandes, como jabuticabas, porém eram azuis. Comei a me sentir tonta, acho que foi porque eu me esqueci de respirar. O que estava acontecendo comigo?
- Ah, que pena – eu disse lamentando, mas no fundo eu não lamentava nada, só pensava na sorte que foi.
- Eu também não sei onde você pode encontrar ele, talvez se você perguntar pra dona Ruth ela saiba te dizer – ele disse tentando me ajudar. Mal sabia ele que eu não queria ajuda, eu não precisava mais do Adam, eu tinha a versão melhorada do Adam, só faltava saber se ele era bom de cama, mas bem, isso não ia demorar muito tempo.
- Na verdade, eu só estava procurando o Adam, porque ele disse que tinha um livro no estoque que eu queria muito ler, será que você pode pegar pra mim? – eu disse sorrindo e lançando o meu olhar mais penetrante possível.
- Claro, só me dizer o nome do livro – ele não parava de sorrir, parecia ter grudado durex na bochecha.
- Ah, é que eu não me lembro o nome, mas eu me lembro da capa. É uma rosa com escrita em azul – ele fez sinal de que não sabia qual livro era enquanto eu dava a descrição – Talvez se você me deixar olhar o estoque eu ache.
- Não sei se clientes podem ir no estoque – ele me disse sem graça.
- Por favor – me aproximei, pude sentir o hálito refrescante de hortelã, vindo da boca dele. Senti que de alguma forma ele também se sentia atraído por mim, mas relutava a sentir isso. Geralmente os homens não relutavam, eles caíam aos meus pés.
- Ok, eu vou te ajudar, mas a dona Ruth não pode saber.
- Ela não vai saber, prometo. Será o nosso segredo – disse isso e pisquei pra ele. Senti que ele ia babar, homens!

- continua -
3 de jul de 2011

Mais que Amigos - cap XV


No outro dia, como prometido, o Matheus estava lá no portão do colégio me esperando. Eu sorri meio sem graça e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Ei, e ai? Melhorou o humor? – ele me perguntou.
- Claro – respondi rindo.
Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou – também depois do amasso de ontem, claro que você ia ficar calminha.
Eu corei na hora – acho que já está na hora de entrarmos, né? – eu sugeri.
- É, está. Mas com uma condição.
- Condição? Qual? – eu estava intrigada.
- Se você me der um beijo – então sorriu e aproximou o rosto do meu.
Eu me afastei, e coloquei a mão na boca dele para afastá-lo – não acho uma boa idéia...
Ele me atropelou com um beijo, de um modo que nem pude terminar a frase. Na verdade, nem consegui terminar aquele pensamento. O Matheus beijava tão bem, era tão carinhoso comigo. Impossível resistir ao charme dele.
O sinal tocou e eu cai na real de que tinha que voltar pra realidade. Quando olhei na direção do portão do colégio o Davi estava lá parado, branco feito cera, nos olhando. Abaixei o rosto com um pouco de vergonha, e por um segundo eu me arrependi de beijar o Matheus, mas foi só por um segundo.
- Você é linda Marina – ele disse puxando meu rosto da direção do olhar dele e me fazendo esquecer de tudo – vamos lá? Estou doido pra apresentar você pros meus amigos.
- Quer tirar onda com a cara deles ou é impressão minha? – eu disse rindo.
- Claro! E você acha que eu ia perder a oportunidade de ficar com a garota mais gata do colégio e não tirar onda com a cara dos meus amigos?
- Quer dizer que eu sou um troféu pra você? – eu disse com um certo tom de indignação na voz.
Ele riu – não, não! Mas se você fosse um troféu seria tipo aquele que a gente ganha na Copa do Mundo – e piscou daquele jeito sedutor dele. Não pude resistir, só dei um soco de leve o braço dele, que aproveitou pra me puxar pela mão em direção ao colégio.

Anfíbios, equações de 1º grau, produção de texto. E minha cabeça estava nas nuvens. Até o sinal tocar. Oba!
- Então, vai me contar esse babado, ou sua amiga aqui vai ser a última a saber? – a Pillar perguntou.
- É isso ai, pensei que nós fossemos amigos – era o Davi que veio não sei de onde se meter na conversa.
- Bom, eu também pensei que fossemos, até você surtar e não querer me receber, nem falar no telefone – eu respondi ironicamente.
- Não vem distorcendo as coisas. Quando eu resolvi namorar com a Camila eu te contei. Não fiquei por ai dando beijos nela pelo colégio – ele disse bravo.
Eu interrompi – NÃO! ESPERA AI! Você ficava de amasso com ela por ai escondido da gente, você só me contou tempos depois. VOCÊ ME ENGANOU!...
- EU TE ENGANEI?! VOCÊ TÁ MALUCA!
- MALUCO ESTÁ VOCÊ, SEU IDIOTA...
- PAROU GALERA! – foi a vez da Pillar interromper – Chega! Dá um tempo Davi – e ela saiu me puxando pelo braço.

- O que foi isso Marina? – a Pillar estava com os olhos arregalados.
- ELE É UM IDIOTA! EU ODEIO ELE!
- Shiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Fala baixo, está todo mundo olhando – ela estava vermelha de vergonha.
- Tá. Tá. É que ele me irrita profundamente. Você viu como ele falou comigo? – eu estava revoltada.
- Calma Marina, e disfarça que o Matheus está vindo ai.
- E ai linda, como foram as aulas? – ele perguntou e me abraçou.
- Um porre. Fiquei o tempo todo pensando em você – então beijei ele. Sabia que o Davi estava olhando de longe.
- Ei! Ei! Ei! Sem beijos e agarramentos no pátio – era o inspetor – você sabem que isso é proibido aqui.
- Ok! Já larguei a moça. Não se preocupe, eu sou um cavalheiro – todos nós caímos na gargalhada.
- Ai, o sinal! Todos pra sala! – disse o inspetor.
- Que droga hein. Eles precisam aumentar o tempo do intervalo, nem deu tempo de eu comprar empadinhas hoje – a Pillar reclamou enquanto ia em direção a sala.
Eu também estava indo, quando o Matheus me segurou pela mão. Olhei na direção dele. Senti que ele queria me beijar, e eu também queria ficar ali com ele.
- Estava pensando se podíamos fazer um programa especial na quinta, o que você acha?
- Hum, que tipo de programa? – eu quis saber.
- Lá em casa. Aniversário do meu pai, ele vai dar um jantar, e disse que eu posso convidar quem eu quiser. E eu quero que você vá.
Era impossível negar um pedido dele com aquele sorriso lindo – ok, estarei lá na quinta – sorri e fui pro teorema de Pitágoras que me esperava. Mas quem se importava com Geometria depois de ganhar um convite do gatinho do colégio?

(continua)
30 de mai de 2011

Mais que Amigos - cap XIV


Desci as escadas e resolvi não tomar café, estava muito enjoada com tantos problemas. Fui direto para fora procurar um lugar onde o Matheus pudesse não me achar. Carreguei comigo um livro, “Querido John” e fui ler no alto da cachoeira. O som da água parecia me acalmar, e quanto mais eu lia, mais eu sentia a necessidade de que alguém me amasse como o John amava a Savannah. Eu só queria viver um grande amor. Resolvi que era hora de parar de ler aquele livro de romance e ir para a prática, só tinha um jeito de saber quais eram os meus reais sentimentos pelo Matheus.

- Onde você estava querida? – perguntou a minha mãe – nós já estamos indo embora, arrume sua mala.
Subi para o quarto e juntei as minhas coisas, o celular estava apitando e mostrava 3 ligações perdidas do Davi, resolvi retornar a ligação pra saber o que ele queria.

- Então quer dizer que vocês já estão indo embora – era o Matheus interrompendo a minha ligação e entrando no quarto.
- Sim, minha mãe quer ir de uma vez – e desliguei o telefone.
- Que pena, achei que eu ia passar mais um dia com a minha Azedinha – ele disse enquanto me abraçava e me dava um beijinho na ponta do nariz – onde você estava de manhã? Te procurei, estava se escondendo de mim?
- Não, não – eu ri – estava só lendo um livro, dando um tempo pra relaxar e colocar a minha cabeça no lugar.
- Lembra que eu te pedi uma oportunidade pra você ver que eu na era aquele idiota que você pensava – ele disse.
- Sim, lembro e você provou – eu respondi, com um pouco de vergonha por ter que dar o braço a torcer.
- Ótimo! Isso quer dizer que a gente vai se ver amanhã no colégio? – ele disse e sorriu.
- Sim, bem provável. Vamos nos ver assim como nos vemos todos os dias desde a 5ªsérie – e ri.
- Não, não – ele balançou a cabeça – quero dizer como um casal.
- Não sei Matheus, melhor não – e me soltei dos braços dele e indo em direção ao outro lado do quarto.
- Por que não? – ele me segurou pela ponta dos dedos.
-Porque eu não quero que as pessoas fiquem comentando, vai que não dá certo.
- Vai que dá certo – ele me interrompeu.
- Nunca se sabe, vamos esperar e ver o que vai acontecer, ok? – eu propus e ele concordou. Me deu um pequeno selinho e saiu do quarto.

Passei a viagem inteira pensando, quando cheguei em casa estava tão cansada que tudo o que eu fiz foi tomar banho e dormir a tarde inteira. Mais a noite eu acordei com a minha mãe me chamando como sempre, mas dessa vez ela já estava dentro do quarto.
- Queria, acorda! Você tem visita – ela disse.
- Hã?! Quem? – parecia que eu ainda estava dormindo.
- O Matheus, pelo visto esse garoto gostou mesmo de você hein? – e saiu do quarto.
Ah não! Foi tudo o que eu pensei, queria continuar deitada, o que ele estava fazendo na minha casa? Melhor ir resolver logo isso.

Quando eu desci, me deparei com balões de ar cobrindo o rosto de uma pessoa e só conseguia ver as pernas, eu já sabia que era o Matheus, mas o que aqueles balões estavam fazendo ali?
- Advinha quem é? – ele brincou.
- Oi, você não cansa de me ver não? – eu perguntei.
- Pelo jeito você acordou azeda mesmo hoje, o que aconteceu com a garota legal que passou o dia de ontem comigo deitada na grama, rindo e se divertindo? – ele me questionou.
Percebi que eu estava sendo uma chata com ele, e o pobre do garoto fazendo de tudo para me agradar.
- Me desculpa Matheus. Acho que não acordei muito bem – eu disse olhando pra baixo e envergonhada pela minha atitude.
- Marina – ele puxou delicadamente meu rosto de uma forma em que ele pudesse olhar diretamente para os meus olhos, tive a impressão de que ele fosse dizer algo romântico – você está de TPM? – foi tudo o que ele perguntou quebrando o clima.
- O quê?! – eu me afastei.
- Brincadeira! – ele me puxou de volta – já notei que você não está num dia muito bom, mas isso não é motivo pra me fazer desistir de você.
- Você diz isso porque ainda não me viu na TPM – e ambos rimos.
- Você é especial pra mim – ele sussurrou no meu ouvido.
Ele dizer que sou especial pra ele, era tudo o que eu precisava ouvir pra. Era tudo o que eu queria ouvir. Então eu beijei ele, ele soltou os balões e me agarrou. O beijo estava ficando quente quando a minha mãe apareceu.
- Já está tarde não é? – e ficou encarando o Matheus.
- Desculpa, já estou indo – ele disse sem graça e eu vermelha como um pimentão pelo mico que minha mãe estava me fazendo pagar.
- A gente se vê amanhã? – eu perguntei sorrindo.
- Claro! Te espero no portão do colégio, ok?
- Ok – eu respondi, e então ele me deu um ultimo beijo de me fazer suspirar quando fechei a porta.
- Então? É namoro sério vocês dois? – minha mãe quis saber.
- Calma mãe, a gente tá se conhecendo – eu respondi com um riso bobo no canto da boca e subi correndo.
Deitei e fiquei um tempo pensando em como o Matheus era perfeito, e eu devia aproveitar essa chance. A Pillar ia surtar amanhã quando me visse com ele no colégio. E o Davi? Ah! Que Davi que nada! Eu tinha era que concentrar os meus pensamentos no Matheus e tudo daria certo.

(continua)